1. SEES 1.8.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  UMA PGINA DA HISTRIA
3. ENTREVISTA  DANIEL ZAJFMAN  O SEGREDO DA BOA CINCIA
4. LYA LUFT  QUANDO MORRE ALGUM QUE AMAMOS
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  INFORMAES IMPRESCINDVEIS SOBRE HIPOTIREOIDISMO

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

HERONAS DA GERAO Y
A gerao de meninas e adolescentes que hoje acompanham aventuras e contos de fadas no cinema ou em sries de TV ter histrias bem diferentes para repassar a suas filhas no futuro. Em breve no haver como justificar uma princesa frgil salva pelo prncipe encantado. So elas que esto salvando. Salvam amigos, famlias e cidades, como Katniss, de Jogos Vorazes, ou salvam reinos e os prprios pretendentes, como a nova Branca de Neve interpretada por Kristen Stewart. Tambm no so nada comportadas nem recatadas  basta ver a Merida, do filme Valente, ou as durangas do seriado Girls. Reportagem no site de VEJA mostra quais so as principais caractersticas dessas heronas da gerao Y e as produes em que elas aparecem.

MULHERES NA TECNOLOGIA
Apenas 14% dos profissionais da rea de engenharia, nos Estados Unidos, so mulheres, segundo o Departamento de Comrcio do pas. No Brasil, de acordo com o Crea-SP dos 300.000 profissionais registrados no estado, s 49.000 so do sexo feminino. Reportagem no site de VEJA explica por que no universo da engenharia e da computao os homens ainda dominam. E mostra algumas iniciativas que j esto em curso para mudar essa situao.

O PERIGO DOS MODISMOS
Quem no tem pelo menos uma foto em que aparece vestido de maneira inexplicvel que atire a primeira pedra. No programa Pano pra Manga, o editor Mario Mendes fala sobre a moda, essa tirana caprichosa que s vezes insiste em fazer todo mundo ficar com cara de bobo. Peas como a cala saruel ou a saia mullet, por exemplo, so na maioria das vezes uma armadilha para aquelas que no resistem aos fashionismos. Todo cuidado  pouco, porque  muito difcil no cair na caricatura. E o que dizer das unhas decoradas e dos sneakers?

FIINESS CEREBRAL
Gustavo Cerbasi, guru brasileiro de finanas pessoais, lana seu novo livro, Investimentos Inteligentes  52 Jogos de Lgica e Raciocnio para Ajudar Voc a Ganhar. Cerbasi defende a ideia de que qualquer pessoa pode treinar o crebro para ter as habilidades necessrias a uma administrao eficiente do prprio dinheiro e at para se dar bem em negcios.  tudo uma questo de treinamento, diz. O site de VEJA tambm reproduz alguns jogos do livro.


2. CARTA AO LEITOR  UMA PGINA DA HISTRIA
     So raras as vezes em que determinada gerao tem a oportunidade de vivenciar a histria sendo feita. O julgamento dos 38 rus do mensalo, que comea na prxima quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF, em Braslia,  um desses episdios com fora para atrasar ou acelerar, dependendo de sua qualidade, os processos histricos da evoluo poltica do Brasil. A histria de um pas e de um povo  feita de fatos.  sobre eles que os historiadores se debruam na tentativa de encontrar um fio condutor que os ligue em uma sequncia lgica cujo somatrio  o que chamamos de nao.
     O mensalo foi um fato. Foi um gigantesco arranjo partidrio, financeiro, empresarial em que parte das elites governantes do Brasil no primeiro mandato de Lula se ps de acordo sobre o uso de dinheiro de diversas origens, quase todas elas esprias, para comprar ou manter o apoio ao Palcio do Planalto de parlamentares e partidos tradicionalmente mercenrios.
     Indito? No, Mas nunca se tinha tentado uma operao daquela envergadura com a instalao no corao do mundo poltico de um mecanismo de mercado negro de conscincias em troca de dinheiro. Polticos iam e vinham de agncias bancrias para receber quantias em dinheiro vivo; os mais destemidos assinavam recibos ou pediam  mulher para faz-lo: os de nervos fracos inventavam despesas falsas de consultores, agncias de propaganda ou assessores de imprensa. Quem no tinha tanta iniciativa podia contar com os servios financeiros do esquema, que fornecia recibos assinados por secretrias, motoristas, laranjas arrumados s pressas. A capital do pas foi tomada por um furor argentrio que o ento deputado Roberto Jefferson, figura-chave no desmantelamento do mensalo, descreveu com sua voz de bartono: ratos magros!.
     VEJA foi o rgo de imprensa que primeiro revelou o arranjo, com a divulgao de um vdeo em que o diretor dos Correios embolsava um mao de cdulas como propina. O diretor era ligado a Jefferson, que, para no cair sozinho, relatou a extenso dos crimes de repasse de dinheiro a parlamentares e chamou pela primeira vez o processo de mensalo. Sete anos depois, desbaratada a quadrilha, nas palavras de Antonio Fernando de Souza, o ento procurador-geral da Repblica, o STF comea a julgar responsabilidades. O que est em jogo no  apenas o destino das 38 pessoas acusadas. O que est em jogo  que pgina da histria nossa gerao escreveu neste comeo do sculo XXI  uma pgina que pode nos envergonhar ou da qual ns, nossos filhos e netos vamos nos orgulhar.


3. ENTREVISTA  DANIEL ZAJFMAN  O SEGREDO DA BOA CINCIA
O presidente do Instituto Weizmann, de Israel, diz que os cientistas precisam de liberdade para fazer descobertas e que a energia do futuro ser diferente em cada regio do mundo.
TATIANA GIANINI

O fsico Daniel Zajfman, de 53 anos,  desde 2006 presidente do respeitado Instituto Weizmann de Cincia, centro de estudos e pesquisas em Israel que rene 1000 cientistas e o mesmo nmero de alunos dedicados ao desenvolvimento de novas fontes de energia renovvel,  astrofsica,  cura do cncer e  nanotecnologia. Em 2009, uma das diretoras da instituio, Ada Yonath, foi premiada com o Nobel de Qumica. O Instituto Weizmann fica na cidade de Rehovot, a 25 quilmetros da capital, Tel Aviv. Zajfman vive em Rehovot com a mulher e os dois filhos. Ele falou a VEJA sobre o papel da concorrncia no desenvolvimento cientfico, sobre como viabilizar economicamente as fontes alternativas de energia e at sobre a possibilidade de existirem formas de vida extraterrestres.

O que funciona melhor para direcionar uma equipe to grande de cientistas, liberdade de ao ou disciplina frrea?
Oferecemos aos cientistas toda a liberdade para suas pesquisas. Algumas instituies do diretrizes em excesso a esses profissionais, limitando em demasia seu campo de investigao. Os grandes avanos da cincia foram conquistados por pessoas que no estavam tentando resolver um problema especfico. Tome como exemplo a criao dos aparelhos de raios X. Quando as propriedades dos raios X foram descobertas, que problema prtico estava sendo estudado? Nenhum. O mesmo se pode dizer da internet. Ela no  a soluo para nenhum dilema preexistente da humanidade. No estou dizendo com isso que focar as pesquisas na soluo de problemas no seja bom. Apenas defendemos algo diferente, ou seja, a necessidade de entender como a natureza funciona. A histria mostra que, toda vez que compreendem algo sobre o corpo humano, sobre os alimentos, sobre os astros, enfim, sobre a natureza, os cientistas criam um novo conhecimento, cuja utilidade ningum sabe ainda qual poder ser. Precisamos apenas criar um sistema, com a melhor infraestrutura disponvel, para fazer esse conhecimento fluir na direo certa. Isso  o que nos distingue como instituio.

Que qualidades bsicas so exigidas de um cientista que queira trabalhar no Instituto Weizmann? 
Ele tem de ser muito bom no que faz, ter curiosidade e paixo pela cincia. As descobertas so resultado de intenso trabalho cerebral dos cientistas. O conhecimento apenas no  suficiente. O conhecimento est disponvel com facilidade na internet e nos livros. No  porque algum sabe muito que  capaz de fazer muito. Se fosse assim, qualquer um poderia se tornar cientista. Nossa seleo  baseada no mrito. No interessam o pas em que o pesquisador nasceu nem a cor da sua pele. No h cotas por aqui.

Como transformar as descobertas em produtos? 
Em 1959, fundamos a Yeda, uma das primeiras empresas de transferncia de tecnologia do mundo, com o objetivo de vender nossas descobertas. Entendemos a diferena entre descobertas feitas em laboratrio e a introduo desses inventos no mercado. Nem sempre pesquisas bem-sucedidas significam sucesso no mercado. Por isso, aprendemos ao longo dos anos a no envolver os cientistas na comercializao do resultado das pesquisas. Alis, eles so proibidos de criar empresas prprias.

Israel est 42 posies  frente do Brasil no ranking mundial da inovao. Como o pas construiu as bases para o desenvolvimento tecnolgico? 
Priorizar investimentos nas reas de pesquisa e desenvolvimento  uma das razes, definitivamente. A segunda  que ns no temos outra escolha. No h nada nesta terra. No h gua, apenas muito sol. No podemos exportar nada, a no ser nossas ideias. O povo de Israel tem uma caracterstica muito peculiar, que de certa forma ajuda no desenvolvimento cientfico. Refiro-me ao hbito dos judeus de discutir o tempo todo. A sociedade judaica adora argumentar e  muito proativa nisso. Sem discusso, no h avanos. Se algum pe um sinal vermelho na sua frente, a atitude correta no  parar, conformado. Isso  o que chamamos de chutzpah, a maneira audaciosa, quase insolente, de questionar tudo em nossa sociedade. Os estudantes israelenses aprendem desde cedo a argumentar com seus professores, e a question-los. Estamos o tempo todo tentando encontrar solues e explicaes melhores para as grandes questes do mundo e da vida.

De que maneira a concorrncia com instituies cientficas de outros pases afeta o instituto? 
Em geral, isso  bom, porque inspira os cientistas. Adoro que seja assim. Quando no h concorrncia, no h progresso nem avanos, pois faltam estmulos para criar tecnologias economicamente viveis. Alm disso, os resultados acabam sendo complementares, mesmo quando dois cientistas concorrentes trabalham em projetos semelhantes. No podemos esquecer que as pesquisas so feitas por homens, no por mquinas. Descobertas muitas vezes ocorrem quando se tenta replicar exatamente o mesmo experimento j realizado por outro cientista.

O Instituto Weizmann tem mais de 25 anos de experincia em estudos com fontes alternativas de energia, como a solar. Podemos vislumbrar um futuro sem o petrleo? 
Dentro de algumas dcadas, veremos uma diversificao maior no mercado de energia, hoje quase totalmente baseado em um nico produto, o petrleo. Isso ser muito bom, pois no existir apenas uma soluo vencedora, mas varias. O maior problema atualmente  como armazenar a energia. Veja o caso dos carros eltricos. Ningum quer ter um veculo que precisa ser abastecido a cada 100 quilmetros. O grande desafio  desenvolver uma tecnologia capaz de aumentar a autonomia desses carros.

Qual  a melhor fonte renovvel de energia? 
A graa dessa questo  que no h uma fonte melhor. As solues para a demanda energtica sero regionais. No caso do Brasil, por exemplo, o uso de biocombustveis pode ser a soluo. Para os pases que sofrem com a escassez de gua, no entanto, essa  uma soluo terrvel, e a melhor talvez seja a energia solar. As naes rodeadas por oceanos podem recorrer ao biocombustvel fabricado com as algas marinhas. A energia elica  muito usada na Dinamarca. O que quero dizer  que o que  bom para a Dinamarca talvez no seja bom para o Brasil, e essa diferena  tima, porque realmente cria mercados antes inexistentes.

Seu instituto desenvolveu uma tecnologia solar capaz de transformar gases poluentes do efeito estufa em um combustvel para automveis. Quando essa novidade estar no mercado? 
Vendemos a licena dessa tecnologia a uma empresa australiana, que trabalha para transformar nosso prottipo em algo de maior escala. A ideia funcionou em nossos laboratrios, e esperamos v-la em breve sendo comercializada em todo o mundo.

Depois do acidente na usina de Fukushima, no Japo, em maro do ano passado, muitos pases anunciaram o fim dos projetos de energia nuclear. Qual a sua opinio sobre isso? 
Decises como a tomada pela Alemanha, de fechar algumas de suas usinas nucleares, no tm fundamento cientfico, apenas poltico. A energia nuclear ainda  uma das formas mais seguras de energia. Os danos provocados por uma usina de carvo, como a poluio do ar, so mais nocivos para os seres humanos e para a natureza do que os efeitos das usinas nucleares. Se pensarmos de forma lgica, veremos que no h razo para deixar de apostar nesse tipo de tecnologia. Mas, claramente, no foi uma boa ideia construir uma usina nuclear em uma rea sujeita a terremotos, como  o caso de Fukushima. Em outras condies, contudo,  uma energia muito limpa. Na Frana, a maior parte da energia  gerada por usinas nucleares, e no h nenhum problema nisso.

Soube-se, recentemente, que o Ir estava enriquecendo urnio com 27% de pureza, grau insuficiente para produzir bombas, mas bem acima dos 20% suficientes para seu uso como combustvel de usinas geradoras de eletricidade. O senhor acredita que o Ir est mais prximo de obter a bomba atmica? 
Realmente no sei. Essa  uma questo poltica. Hoje, no  preciso ser um grande cientista ou especialista para saber como fabricar uma bomba atmica. Todo pas pode faz-lo se tiver os equipamentos necessrios para isso. Tenho sorte de ser um cientista, e no um poltico com a obrigao de cuidar desse tipo de problema.

Pensando, ento, estritamente do ponto de vista tcnico: um pas com as caractersticas econmicas do Ir precisa de mais de 145 quilos de urnio enriquecido a 20% para uso civil? 
Todos os nmeros so fortemente manipulados por ambas as partes. Dito isso, acho que claramente essa quantidade de urnio enriquecido no se justifica para fins exclusivamente pacficos. Todos ns gostaramos de viver em um mundo democrtico, com estabilidade poltica e governos responsveis. Infelizmente, no podemos correr o risco de ver a tecnologia nuclear cair nas mos de pases que no contam com democracia plena.

Recentemente, a Alemanha vendeu um novo submarino a Israel, e outros dois esto a caminho. A tecnologia israelense est madura o suficiente para colocar lanadores de msseis nucleares nessas embarcaes? 
Voc est perguntando  pessoa errada.  uma questo poltica, eu no lido com isso.

Pergunto isso porque o Instituto Weizmann  tido como o responsvel por desenvolver o arsenal nuclear israelense. Sua instituio no tem nada a ver com isso? 
No. Existe uma agenda poltica por trs desses rumores. Trata-se de uma loucura completa. No h nenhuma verdade nisso. No existe nada que nos envolva com experimentos blicos.

O senhor j fez pesquisas para definir as possibilidades de existir vida em outros planetas. Qual foi a concluso? 
Sempre procurei entender as questes mais complexas do universo. Tenho sido muito ativo em tentar reproduzir em laboratrio alguns fenmenos considerados essenciais para o surgimento da vida, como criar molculas complexas como hidrocarbonetos a partir de outras mais simples. O objetivo  descobrir se o surgimento dessas molculas pode ser espontneo. Sobre a vida extraterrestre, se algum me fizesse essa pergunta vinte anos atrs, eu diria que a probabilidade era muito baixa. A nica coisa que sabamos naquele tempo era que havia oito ou nove planetas ao redor do Sol. Era muito claro para ns que planetas como Marte e Jpiter no tinham locais onde a vida poderia ter se desenvolvido. Hoje, sabemos que existem milhares de planetas que giram ao redor de outras estrelas. Podemos estimar em bilhes o nmero de planetas. Antes, portanto, analisvamos a hiptese de encontrar vida em nove planetas. Atualmente, temos bilhes de opes. As chances se multiplicaram. Por isso, minha resposta agora  que pequena mesmo  a probabilidade de no existir vida fora da Terra. Encontrar vida inteligente em outros planetas  outra coisa. Ainda estamos muito longe at de pensar nessa possibilidade.

Vai demorar para encontrarmos algum tipo de vida extraterrestre? 
Eu no ficarei surpreso se a encontrarmos daqui a algumas dcadas. H muita observao, descobertas e tecnologias nessa rea. De qualquer forma, por uma questo conceitual, no vai ser fcil provar que se encontrou vida em outro planeta. No existe uma definio para a vida. A vida  um processo, no um objeto.


4. LYA LUFT  QUANDO MORRE ALGUM QUE AMAMOS
     Hoje no vou me alongar sobre o espantoso analfabetismo brasileiro que inclui universitrios, o que para mim nem foi choque nem novidade: h anos sabemos disso. E, quanto mais baixamos o nvel do ensino pensando agradar aos mais simples e incluir os mais despossudos, em lugar de lhes prestar um favor, apenas lhes oferecemos coisas piores. Poderamos, em lugar disso, oferecer excelentes cursos tcnicos, de onde sairiam para profisses extremamente necessrias ao pas, e que eventualmente pagam melhor do que muitas profisses liberais.
     Hoje quero esquecer educao, deseducao, abandono, desinteresse, incompetncia, mediocridade: quero falar da morte dos nossos afetos, de mais um amigo perdido. Figura inesquecvel, de quem no darei o nome, pois tantos mereceriam estar aqui citados. Quem o conheceu sabe de quem falo. Quero nele homenagear os bons afetos que nos ajudam a viver, e a crescer, especialmente aqueles que foram originais, inimitveis como este, e que nos fazem sentir quanto nos dedicamos a bobagens, sofremos por tolices, nos desperdiamos em futilidades (no que futilidades no sejam necessrias, ou seramos uma manada de bois obtusos ruminando o nada). Mas devamos lhes reservar um espao um pouco menor, e quem sabe o choque da morte, da doena, do drama humano, em qualquer idade e lugar, nos fizesse rever alguns conceitos, elaborar alguns valores  ainda que por poucas horas ou semanas.
     Quando morre algum que a gente ama, seja amigo, amado, algum da famlia, todo o resto diminui, fica encoberto por um nevoeiro, tudo para. O mundo  pura sombra, o planeta no gira, e se gira no interessa. Estamos petrificados no choque, na dor, na inconformidade, s vezes na autocompaixo. Conheci um vivo que diante da mulher morta gritava: Como  que isso foi me acontecer?. Ele tinha sofrido esse ltimo tipo de traio: a amante Morte sempre vence. Tanto mais quanto mais no aceitarmos, com o tempo, que aqueles que morrem apenas se transformam; enveredam por outra dimenso; vo crescer e se aperfeioar mais; ou se escondem, fingem-se de mortos e nos espiam l do seu enigma, e nos cuidam, conforme a crena de cada um.
     Quando foi bom o amor, os mortos pedem que a gente no os perturbe, e que viva sem muito desgosto e sem mrbido luto. Pedem que abaixemos o rudo das nossas aflies, e que, porque os amamos, seja agora com um amor que no os algeme. Se a onda natural de culpa for excessiva e tiver algum real fundamento, vamos nos agarrar desesperadamente aos mortos  no para que nos ensinem a viver de novo, mas como bandeiras escuras de isolamento e rancor.
     Quando estavam de bom humor, os deuses abriram as mos e soltaram neste mundo os oceanos e as sereias, os campos onde corre o vento, as rvores com mil vozes, as manadas, as revoadas  e, para atrapalhar, as pessoas. Que passaram a correr meio desnorteadas atrs de coisas que nem sabem direito: a mulher mais sedutora, o homem mais poderoso, ou coisa nenhuma. Tudo menos parar e pensar. Enquanto isso a Morte revira seus grandes olhos de gato, termina de palitar os dentes e prepara o bote: ns nunca estamos preparados.
     Nem eu que, como todos, perdi muitos afetos. Mas isso me ensinou a no acreditar demais na morte nem desistir da esperana, que rebrilha entre o cascalho bruto. A gente tem de aprender a enxergar, tem de crescer como, dizem as lendas, crescem ainda nos silenciosos tmulos os cabelos de quem se foi (mas hoje a gente  cremada, nem vermes nem longas cabeleiras). A Morte, amiga indesejada, vai colhendo alguns dos que mais amamos, e os esconde nas suas largas mangas. Quando trabalhamos ou nos divertimos, ela passeia pelas praas, sobe nos telhados mais altos, e aponta aqui e ali seu dedo ossudo: este, este, esta, aquela. As vezes vrios num s golpe.
     Ela  natural, dizem:  inevitvel, sabemos. Mas a gente no entende, no aprende, no se conforma. Porque no se decifra esse enigma. Porque no somos bons alunos nessa dura escola.


5. LEITOR

TRAUMA EM VTIMAS DO CRIME 
Depois de ler a elogivel reportagem Vtimas do crime  A cicatriz da alma (25 de julho), eu me emocionei e tive algumas lembranas, inclusive o sentimento de revolta. Fui vtima do crime dez anos atrs. Sofri um sequestro-relmpago quando tinha apenas 11 anos. Deixei parte da minha vida social para me proteger dos bandidos. Morava em So Paulo, fazia vrios cursos gratuitos e de excelente qualidade, mas por causa desse ato de violncia parei de frequent-los. O destino me fez mudar de estado. Superei essa invaso e o medo que sentia todos os dias.
ANA PAULA NAMIKATA DA FONTE
Curitiba, PR

Assim como muitos brasileiros, j fui vtima de assaltos a mo armada e furtos. Tive trs carros roubados  o ltimo, por trs vezes, at que os assaltantes resolveram pr fogo no veculo. Em fevereiro passado, eu e minha filha fomos assaltadas em um sbado  tarde, por um meliante armado com uma faca de cozinha. Alm de meus documentos, cartes de banco, dinheiro, aliana de casamento e dos pertences de minha filha, ele nos roubou a paz, a segurana e o direito de ir e vir. Aps cinco horas na delegacia, fui repreendida pela escriv que fez o boletim de ocorrncia por carregar todos os meus documentos. Ou seja, na viso dela, eu fui a culpada.
FANY MARIA GRANATA DELALIBERA 
Santo Andr, SP

A criminalidade em nosso pas  uma tragdia macabra.  No nos enganemos: o crime s ceder quando a punio aos transgressores for a regra, e no a exceo.
EXPEDITO SANDRO DE BARROS SILVA
Curitiba, PR

Alguns bairros da capital paulista, como Pompeia, Vila Madalena Jardins e tantos outros, so foco da ao constante de quadrilhas altamente especializadas. Se as prticas dos bandidos so mais que conhecidas por moradores e comerciantes desses locais, inclusive com elevada incidncia de boletins de ocorrncia em delegacias de polcia, por que a flagrante omisso das autoridades? Policiamento zero. Insegurana mxima.
ZARA BARROS
So Paulo, SP

s 14h30 de uma quinta-feira, peguei um txi no Aeroporto de Guarulhos. Pensei:
timo horrio para chegar a So Paulo, pois provavelmente as marginais Tiet e Pinheiros estaro livres. Ledo engano. Parada prximo ao Cingapura do Parque Novo Mundo, desvio meu olhar para os carros  minha direita e deparo com um homem andando por entre eles. O indivduo chegou a olhar diretamente nos meus olhos e, dois segundos depois, estava apontando o cano do revlver para o para-brisa do txi que me levava. Tudo ocorreu em frao de segundos: a porta do passageiro abrindo e minha mochila indo embora. Comigo ficaram o medo e a revolta. Abri a janela do txi e por um instante enlouqueci ao gritar em alto e bom som: Odeio So Paulo!, Louca, eu? Sim, por pagar impostos altssimos e receber em troca falta de segurana, contribuir para bolsas-famlia e observar que estamos formando marginais que adotam o ato de roubar como profisso. Sim, somos todos loucos desprotegidos!
LYGIA AZEVEDO MARQUES
So Paulo, SP

O medo se instalou no s nas capitais. Aqui em Janaba, cidade-polo da regio da Serra Geral, no norte de Minas, j no se enxerga a frente das residncias. Elas esto cercadas de altos muros e equipadas com dispositivos de segurana. S neste ano  at junho  aconteceram doze homicdios e incontveis roubos, furtos e assaltos. Nos quarteires da cidade, a presena de vigias noturnos  constante, seja a p, seja de moto. Depois das 21 horas no se consegue abastecer o carro: os postos de gasolina so obrigados a fechar nesse horrio, pois, sem exceo, foram sistematicamente assaltados.
AROLDO CANGUSSU
Janaba, MG

A queda nas estatsticas de assassinatos e roubos no Brasil somente comear a aparecer realmente quando novos decretos e leis forem elaborados, no no intuito de amenizar as penas de criminosos, e quando a impunidade for encarada como coisa sria neste pas. A feliz combinao no combate ao crime citada na Carta ao Leitor Crime urbano, enfim uma esperana  um avano, mas os bandidos e delinquentes esto mais  frente e em conluio permanente para atazanar a vida da populao.
JOAQUIM P. MARTINS
Joo Pessoa, PB

Em alguns estados americanos, o crime de morte  imprescritvel, e existe a pena de morte para criminosos. No Brasil, policiais militares saem para trabalhar  paisana, escondendo o uniforme para no ser descobertos por bandidos.
ROMILDO IDALGO
Campo Grande, MS

VEJA retratou com perfeio o brutal medo e o comportamento j neurtico dos cidados. Eu acredito que a pena de morte para criminosos resolveria o problema por aqui.
PRICLES CARROCINI
So Paulo, SP

O Laboratrio Integrado de Pesquisa do Estresse do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Linpes-Ipub/UFRJ) oferece tratamento psiquitrico e psicoterpico gratuito s vtimas de trauma do Rio de Janeiro. Muitas pessoas apresentam ganhos com o uso de medicao e terapia aps passar por eventos traumticos.
PAULA RUI VENTURA
Coordenadora da equipe do Linpes
Rio de Janeiro, RJ

Gostaria que o pblico brasileiro conhecesse a psicoterapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing  Dessensibilizao e Reprocessamento pelo Movimento Ocular), que pode tratar os traumas descritos pelas vtimas na reportagem de VEJA. No Brasil h mais de 1000 psicoterapeutas de EMDR.
ESLY REGINA SOUZA DE CARVALHO 
Presidente, EMDR Iberoamrica
Braslia, DF

HENRIQUE CAPRILES
Como diz o venezuelano Henrique Capriles Radonski na entrevista O Davi contra o Golias (25 de julho), regimes como o de Hugo Chvez se sustentam na anarquia; em uma situao como a atual, de insegurana,  mais fcil manter os cidados sob controle, porque eles esto amedrontados, tornando-se moeda de troca nas eleies. At quando?
MAURO ASPERTI
So Paulo, SP

MENSALO
Para que o processo do mensalo seja concludo dentro de parmetros de uma Justia indicativa de pas minimamente civilizado,  preciso que o empresrio Marcos Valrio venha e ponha os pingos nos is, revelando tudo o que sabe sobre a suspeita conivncia do ex-presidente Lula no escndalo, ainda que isso custe a delao premiada. Ser o fim do pesadelo de sentimento de impunidade que domina a sociedade, acostumada a ver vergonhosamente protegidos os mais poderosos.
ELIZIO NILO CALIMAN
Braslia, DF

Sou brasileiro, tenho 56 anos e repudio o PT e Lula  que se acha acima do bem e do mal e age como se fosse um coronel do Nordeste, pensando que pode comprar tudo e todos, at influenciar a Corte Suprema.
JOO PEDRO DUVALLIER
Paris, Frana

Triste esse episdio do mensalo. Lamento pelo futuro de meus netos.
WALDIR LUIZ CORREA
So Paulo, SP

CELULARES
Em um primeiro momento, as aes da Anatel sugerem empenho mximo na fiscalizao dos servios telefnicos prestados e a defesa intransigente dos interesses do consumidor. Mas, conforme o tempo passa, percebe-se que, em qualquer situao, o grande prejudicado  o consumidor (Caiu a ligao!, 25 de julho). Seno, vejamos: o rgo possui ou deveria possuir  ferramentas que permitem realizar sua misso; ora, se fez direito sua tarefa, deveria saber com antecedncia qual a qualidade e a tendncia dos servios prestados e agir preventivamente, de forma a trazer o mnimo transtorno ao usurio. Mas no, preferiu o estardalhao, querendo mostrar servio.
NLIO SANTANA 
Santa Maria, RS

Achei justa a posio da Anatel em punir as operadoras. Alm de sofrer com uma delas, tenho passado nas ltimas semanas problemas srios com uma operadora de TV por assinatura. Estou h semanas sem internet, programao de TV no compatvel com o que pago e dezenas de protocolos de atendimento que de nada serviram. Cabe s ao cidado botar a boca no trombone para ver se essas empresas comeam a respeitar seus clientes e prestar um servio que corresponda ao valor cobrado. Ainda mudaremos isso. Tenho f!
ANDRESA GOMES DE PAULA
So Caetano do Sul, SP

Parabenizo a Anatel pela punio s operadoras de telefonia. Que sirva de exemplo aos demais rgos.
LOURIVAL B. OLIVEIRA 
Sumar, SP

Desde que foi anunciada a ao da Anatel contra trs operadoras de telefonia no pas, os problemas que enfrento com o meu celular no diminuram, mas s o fato de saber que minhas queixas, somadas a milhares de outras pelo pas, contra as operadoras surtiram algum efeito prtico j me d a tranquilidade necessria para conviver com a situao. Se somos o quarto pas do mundo em nmero de linhas ativas, o consumidor brasileiro deve ter o respaldo legal diante de tanta falta de respeito demonstrada pelas operadoras.
OSNY MARTINS
Joinville, SC

MASSACRE NO CINEMA
De tempos em tempos, no solo sagrado da ptria-me da democracia, os Estados Unidos, terra das oportunidades, bero do capitalismo, surge um psicopata armado a protagonizar nova tragdia de carnificina, vitimando inocentes, em geral no recinto de uma escola. Desta vez, porm, o impensvel se deu em uma sala de cinema (O massacre na sala de cinema, 25 de julho). Para mim, o filme em cartaz (Batman  O Cavaleiro das Trevas Ressurge) pouco importa, mas a questo do controle da posse de armas pelos cidados, sim. A sociedade americana, na qual se abomina qualquer insinuao de decote de direitos, como o de portar arma de fogo, precisa ser chamada  razo nesse tpico e se unir em uma macia campanha de desarmamento. At l, detectores portteis de metal e outras medidas deveriam entrar em prtica. Ou bem se faz assim, ou bem se deixam as coisas como esto e a  s aguardar at a prxima tragdia.
GUSTAVO HENRIQUE DE BRITO A. FREIRE
Recife, PE

A responsabilidade da indstria de armamentos nessa tragdia  bvia.
FAUSTO FERRAZ FILHO
So Paulo, SP

ATENTADO EM DAMASCO
O ditador srio Bashar Assad mostra a quem quiser ver, e de forma ntida e cristalina, quo alto  o preo do orgulho  que pode custar milhares de vidas e muita invalidez (Uma derrota em Damasco, 25 de julho).
REGINA JULIA NOUTH 
So Paulo, SP

SPEEDO
A reportagem Batalha de bumerangues (25 de julho) contm pontos que a Multisport, proprietria da marca Speedo no Brasil, julga necessrio esclarecer e outros que gostaria de enfatizar. Antes de mais nada  vital relembrar que a Multisport  a legtima titular da marca Speedo no Brasil h mais de trinta anos, e patrocina atletas olmpicos e clubes de projeo. Nossos produtos no so cpias nem falsificaes; so originais e fabricados com qualidade e alta tecnologia, atestadas internacionalmente.  preciso enfatizar que tivemos trinta anos de convivncia pacfica com a Speedo International, durante os quais participamos das convenes anuais por ela realizadas, como reconhecimento das atividades desenvolvidas no Brasil pela Multisport com a marca Speedo. A respeito da disputa judicial envolvendo as partes, que corre sob segredo de Justia, apenas os argumentos da Speedo International tiveram destaque na reportagem, tendo a Multisport respeitado a obrigao de manter a sua confidencialidade. Assim, os leitores ficaram sem conhecer o fato  crucial para o entendimento do caso  de que a Pentland, quando comprou a Speedo International, em 1990, registrou em seu annnal report que a propriedade da marca no Brasil no havia sido adquirida. Isso  uma demonstrao inequvoca de que a titularidade da marca Speedo e a operao no Brasil pertenciam, como sempre pertenceram,  Multisport, e no  Speedo International.  de alta relevncia ressaltar que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) emitiu parecer reconhecendo que a Multisport  a titular da marca Speedo, a qual foi registrada de boa-f e deve permanecer em seu nome.
RAUL HACKER
Presidente da Multisport Indstria Comrcio e Representaes Ltda.
So Paulo, SP

CATHERINE HAKIM
Interessantes e provocativas as ideias da sociloga inglesa Catherine Hakim (Elas querem um marido rico, 25 de julho). As muito feministas que me perdoem, mas o feminismo masculinizou a mulher. Em troca da evoluo feminista houve uma desvalorizao feminina; entre perdas e ganhos, a mulher ficou com mais perdas. A maior vantagem da mulher  saber fazer o homem realizar tudo por ela e para ela. H muitas mulheres inteligentes e poucas sbias. J no se faz mais mulher como antigamente.
IAPONIRA BARROS T. RIBEIRO DA COSTA
Recife, PE

Concordo plenamente com a sociloga inglesa Catherine Hakim. Sou casada h 41 anos com marido rico. Tentei trabalhar nos primeiros anos de casada. Foi um caos. Adorei ficar em casa, educando os meus filhos e hoje estou curtindo meus netos. Meu marido pode ficar um ms fora de casa. Ningum sente sua falta. S no pode faltar a mesada para manter a infraestrutura e o conforto que todos ns temos, inclusive ele, que tem a sua vida superorganizada.
VERA SILVIA GULIN
Curitiba, PR

A sinceridade e a honestidade intelectual da sociloga Catherine Hakim tornam suas ponderaes realmente convincentes. Elas se afastam do feminismo falastro e reacionrio, que parece apenas querer transformar as mulheres  e infelizmente tem conseguido , resultando em grandes perdas para elas. Portanto, viva a feminilidade!
LUIS GONZAGA DE PAULO
Curitiba, OR

SEIOS
Antonio Fagundes na seo Veja Essa (25 de julho) afirma que a predileo do homem brasileiro  pela bunda feminina. A referncia de sensualidade e feminilidade das brasileiras so os seios.
APARECIDA VIEIRA DE CARVALHO 
So Jos do Rio Preto, SP

JOO FIGUEIREDO
Carssimo Augusto Nunes, a mais emocionante surpresa que eu e os meus poderamos ter tido, nesse fim de semana, foi ver, ler e reler seu artigo Um homem a ser explicado (25 de julho), sobre a personalidade do presidente Joo Figueiredo e o ambiente em que vivemos. Tudo conforme retratado no meu livro Tempo de Gangorra. O melhor de tudo foi verificar, pelo seu texto, que voc bem avaliou o propsito do livro, alm dos momentos vividos, as emoes sentidas e as ameaas, nem sempre muito veladas, experimentadas por mim e minha famlia. Presses e ameaas dos militares da linha dura, destinadas a enfraquecer a determinao de algum interessado simplesmente  do fundo das minhas convices  em fortalecer a deciso e ajudar a ao do homem que resolvera fazer deste pas uma democracia. Muito obrigado  hoje e para sempre  por
suas palavras e conceitos.
SAD FARHAT
So Paulo, SP

GORILAS NO CONGO
O texto Abraos de despedida (Imagem da Semana, 25 de julho), de Vilma Gryzinski,  um primor e entusiasma aqueles que lutam pela preservao dos animais e da natureza. Os dramas vividos no Parque Nacional de Virunga, no Congo, pelos ltimos gorilas-das-montanhas e o carinho de homens abnegados como Patrick Karabaranga emocionam e nos convidam  luta.
WALDO CLARO
Ja, SP

UNIVERSO
Ser que, de fato, houve um incio? Como era antes? Como seria o nada? Bendita cincia (Cabo de guerra csmico, 25 de julho)!
ROBERTO SZABUNIA
Joinville, SC

FRUTAS SEM SEMENTES
A regio irrigada do Rio So Francisco j produz uvas sem caroo de excelente qualidade e sabor (Aqui est faltando algo, 25 de julho).
SOSTENES R. CARDOSO
Aracaju, SE

Correo o senador Joo Ribeiro  do Partido da Repblica (PR), e no do PSDB (Seguindo o dinheiro, Radar, 25 de julho).

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA 
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
CHINESES
Os chineses apostam no minrio brasileiro. Executivos das empresas Rongxin Capital-Bahari Still, Bohai Steel Group e Bio Gold esto em Salvador e negociam a construo de uma siderrgica em Ilhus. www.veja.com/radar

QUANTO DRAMA! 
PATRCIA VILLALBA
NOVELAS
A diferena crucial entre o f de seriado americano e o noveleiro  a maneira como cada um lida com a surpresa. O primeiro foge dos spoilers e o segundo adora uma fofoca sobre os prximos captulos. www.veja.com/quantodrama

GPS 
PAULA NEIVA
ATORES
A equipe do Starte  atrao cultural da Globo News  definiu os homenageados de sua prxima sequncia sobre grandes atores brasileiros: Jos Wilker, Antonio Fagundes, Marco Nanini e Nelson Xavier. www.veja.com/gps

BLOG 
REINALDO AZEVEDO
POLCIA
Eu no vou condescender com essa onda bucfala contra a polcia de SP, que, numa mirada histrica, tem vencido a luta contra o Crime, mas corre o risco de ser derrotada por essa conspirao de pessoas bacanas. www.veja.com/reinaldoazevedo

RICARDO SETTI
UM MILHO DE FLORES PARA UM DESFILE DE MODA
Um milho de flores, verdadeiras e perfumadas. Delphiniums azuis, orqudeas brancas, penias rosa e uma grande variedade de rosas coloridas. Com 1 milho delas o designer belga Raf Simons decorou cinco sales de uma manso parisiense para mostrar a nova coleo outono/inverno da maison Christian Dior. Uma homenagem  Mulher flor, slogan lanado pela grife francesa. www.veja.com/ricardosetti

ACERVO DIGIRAL
A MELHOR DO MUNDO AINDA BUSCA O OURO
Marta j foi prata em Atenas 2004 e Pequim 2008. Em Londres 2012, o objetivo  subir um degrau e enfim conquistar o to sonhado ouro do futebol feminino na Olimpada. Possivelmente o maior nome do futebol feminino em todos os tempos, a atacante brasileira j foi eleita cinco vezes a melhor do mundo na votao promovida pela Fifa. Hoje atleta de um time sueco, Marta quer conquistar o ouro em Londres para escrever seu nome de vez na histria do esporte. www.veja.com/acervodigital

NOVA TEMPORADA
NBC LANA SRIE COM DRCULA VINGATIVO
Depois de dar vida ao rei Henrique VIII, em The Tudors, Jonathan Rhys Meyers vai interpretar o Conde Drcula na nova srie da NBC. Sem passar pela produo de um episdio piloto para avaliao, Drcula ter dez episdios na primeira temporada. A trama, situada em 1890, mostra um Conde Drcula que chega a Londres fazendo-se passar por um empresrio americano interessado em projetos cientficos. Seu plano real, no entanto,  vingar-se de pessoas que arruinaram sua vida. www.veja.com/temporada

Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  INFORMAES IMPRESCINDVEIS SOBRE HIPOTIREOIDISMO
Saiba reconhecer a doena que atinge 15% da populao, mas tem fcil tratamento

     O hipotireoidismo ganhou as manchetes na imprensa h cerca de um ano, quando um famoso jogador de futebol anunciou sua aposentadoria e atribuiu  doena o excesso de peso que vinha prejudicando sua atuao dentro de campo. A disfuno na tireoide que acomete o atleta  frequente e atinge de 10% a 15% da populao, mas  quatro vezes mais comum em mulheres.
     A Sociedade Brasileira de Endocrinologia define o hipotireoidismo como o estado clnico resultante da quantidade insuficiente de hormnios circulantes da tireoide. Ou seja, a glndula, que tem o formato de uma borboleta e est localizada na base do pescoo, no produz a quantidade suficiente dos hormnios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Esses hormnios so fundamentais em uma srie de reaes no corpo humano, sendo que a tiroxina tem a funo de estimular o metabolismo das clulas do organismo.
     Os sintomas variam e por vezes so confundidos com sinais de estresse: cansao, dor muscular, dificuldade para caminhar, inchao, alterao menstrual, cimbras, dor de cabea e unhas quebradias.
     A disfuno  identificada a partir de avaliao clnica e tambm de um exame laboratorial que mede a quantidade de hormnio tireoestimulante (TSH) no sangue.
     Caso necessrio, tambm pode ser solicitada a dosagem no sangue dos hormnios T3, T4 livre, T4 total e dos autoanticorpos tireoidianos, alm de ultrassonografia da tireoide.
     Ao ser diagnosticado, o hipotireoidismo  classificado de duas formas. Mais comum, o tipo primrio  responsvel por 95% dos casos,  assim definido quando h problema de funcionamento da prpria tireoide, que pode ser causado, por exemplo, pela tireoidite de Hashimoto  doena autoimune em que os prprios anticorpos do indivduo atacam a glndula  ou pela remoo cirrgica da tireoide.
     J o secundrio (ou central) recebe esse nome quando o problema est no funcionamento inadequado da hipfise, glndula situada na base do crebro e responsvel por secretar o TSH, hormnio que regula o funcionamento da tireoide.
     A doena pode se apresentar de forma subclnica, quando  assintomtica e branda, o que tem gerado discusses entre os especialistas. Parte defende o tratamento precoce, enquanto outros preferem observar a evoluo do quadro, dada a possvel estabilizao sem a necessidade de medicamentos.
      importante ressaltar, porm, que o acompanhamento clnico da doena  essencial para evitar a evoluo. A boa notcia  que, independentemente do tipo de hipotireoidismo, o tratamento  simples, bastando a reposio hormonal em forma de comprimidos, que devem ser ingeridos diariamente em jejum.

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